O Touro e o Rodeio
17/03/2011
Está um sol quente lá fora
O céu claro e a festa no ar
Mas não para mim, muito embora
Ninguém há de se importar
Pelas ruas as pessoas me saúdam
Como se eu fosse imponente
Mas só enquanto não vou para
Aquele lugar apertado e quente
Tão diferente deles sou eu deles
Que juram que eu não tenho consciência
Não é algo novo; repetem isso
Com uma cruel frequência
Como então sinto esta dor agora?
O que fiz para isto merecer?
Só por termos não as mesmas patas
Vou ter que infelizmente morrer
Que me dominem agora então
Enquanto a lança do toureiro furar
Outros depois de mim virão
Para que possamos finalmente descansar
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Glória ou sofrimento? Tem gente que se acha herói. E tem gente que aplaude.