Confissão

Que me restou se não a solvência insolente?
Que me restou se não o apreço indiferente?
Que me restou se não a rouca fumaça?
Que me restou se não a santa trapaça?

Onde estão aquelas tantas palavras?
Onde estão as afiadas propostas?
Onde vivem esperanças desesperadas?
Onde dorme a ignorância resposta?

E o que eu não faço pelo que poderia,
e o que bem faço pelo que não,
só me trazem estranhas euforias,
de quem acredita no sim e no não.

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